
Doutrina espírita, espiritismo ou kardecismo,segundo a definição de seu codificador, o pedagogo francês Hippolyte Léon Denizard Rivail - que adotou o pseudônimo Allan Kardec - é uma ciência que trata da natureza, origem e destino dos Espíritos, bem como de suas relações com o mundo corporal.A doutrina espírita é baseada nos cinco livros da Codificação Espírita escrita pelo educador francês Hippolyte Léon Denizard Rivail, sob o pseudônimo de Allan Kardec, descrevendo sessões em que ele diz ter observado uma série de fenômenos que atribuiu à inteligência incorpórea (espíritos). Sua premissa da comunicação do espírito nunca foi validada por cientistas que estudaram os fenômenos. Seu trabalho foi posteriormente prorrogado por escritores como Léon Denis, Arthur Conan Doyle, Camille Flammarion, Ernesto Bozzano, Chico Xavier, Divaldo Pereira Franco, Waldo Vieira, Johannes Greber e outros. A doutrina espírita é por muitos dita ser uma ciência, e por tal faz-se necessário esclarecimentos quanto ao termo a fim de evidenciar que este é, neste caso, utilizado em sentido lato e não estrito. Em sentido estrito, embora verdade que muitos cientistas outrora tenho dedicado considerável tempo de suas pesquisas às tentativas de comunicação com entidades incorpóreas - questão cientificamente válida em princípio e certamente merecedora de atenção e escrutinação, ainda mais considerada a época em que estas se deram com intenso fervor - a mesma da invenção do telégrafo, aparelho que demonstrara ser possível a comunicação instantânea à distância com ou sem fios, algo certamente muito exotérico para os que o viam pela primeira vez - é consenso científico hoje contudo que todas as buscas por evidências que corroborassem a existência de espíritos não foram afirmativas aos rigores do método científico: frente ao seu método inerente, e ao que se denomina por ciência em sentido estrito, não há fatos conclusivos pela existência de espíritos, e a ciência afirma claramente que não se tem ciência da existência dos mesmos. A doutrina espírita não é, pois, uma cadeira científica em estricto sensu, como são a exemplo a física, a biologia e a química, ou mesmo uma área científica em estrito sensu. Entre os cientistas que dedicaram-se à pesquisa de comunicação com os espíritos citam-se frequentemente: William Crookes, Michael Faraday, A. Russel Wallace, Cromwel Varley, Oliver Lodge, William Barret, Frederico Myers, A.Morgan, Ernesto Bozzano, entre outros. Contudo, valendo-se de metologia própria que quando não abandona algumas premissas base do método científico certamente o extrapola e por tal também o limite do que se denomina ciência, os estudos acerca dos espíritos e das evidências que estes afirmam corroborar sua existência foram continuados por muitos, encontrando-se estes frequentemente relatados na obra de Kardeck e na doutrina espírita, além de também encontrarem-se presentes em um grande número de outras religiões ou doutrinas similares. A doutrina espírita em particular configura-se em verdade como a área de estudos que engloba muitos dos preceitos da ciência, contudo também preceitos significativos da filosofia e sobretudo da religião - neste caso a cristã. Buscando em princípio a co-harmonia entre estes, caracterizá-la como completamente inclusa em uma de suas partes não se mostra, notoriamente, adequado. O Espiritismo tem expandido-se muito e hoje conta com um número expressivo de adeptos em muitos países em todo o mundo, incluindo Espanha, Estados Unidos, Canadá,[6] Japão, Alemanha, França, Reino Unido, Argentina, Portugal e especialmente em alguns países americanos, como Cuba, Jamaica e Brasil, que tem uma das maiores proporções e o maior número de seguidores do espiritismo em sua população.
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